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Mania: entenda o que significa ser maníaco

Saiba tudo sobre esse estado de humor muito comum em pessoas com transtorno bipolar
Publicado em: 18/02/2021


Mania se refere a um estado de intensa agitação e humor elevado além do que pode ser considerado normal.

Episódios maníacos são frequentemente associados ao transtorno bipolar. Apesar disso, a mania não acomete exclusivamente pessoas com essa doença. Embora seja mais comum nesse caso, indivíduos não bipolares também podem apresentar episódios.

 

 

Causas

As razões por trás da mania são diversas e variam bastante de pessoa para pessoa. Por isso, é importante entender que as causas que citaremos aqui não necessariamente resultarão em um episódio maníaco.

Algumas delas incluem:

  • Parto;
  • Estresse elevado;
  • Abuso de álcool e outras drogas;
  • Problemas para dormir;
  • Efeitos colaterais de medicamentos;
  • Demência ou outras condições neurodegenerativas;
  • Lesão cerebral;
  • Luto;

 

 

Sintomas

A mania compartilha sintomas com uma variedade de outros transtornos, além disso, um episódio maníaco pode representar apenas a intensificação de comportamentos que a pessoa apresenta normalmente.

Dessa forma, mais importante que observar os sintomas isoladamente, é notar a alteração de comportamento em relação ao que é normal para a pessoa. Essa alteração, ou seja, o episódio maníaco, pode durar desde alguns minutos até vários dias.

 

Libido maior

Um estudo aponta que o interesse sexual pode se intensificar em pessoas com mania. Isso significa uma chance maior de fazer sexo sem proteção, consumo de pornografia mais intenso e procura por novos parceiros na internet, por exemplo.

 

Falar muito ou em voz muito alta

Uma das maneiras de identificar um episódio maníaco é observando o ritmo de fala da pessoa. A alteração no volume e velocidade da fala é um dos sinais mais comuns da mania, nessas ocasiões, é muito comum que a pessoa fale sem pensar.

 

Agressividade

O estado de excitação emocional pode se manifestar como irritabilidade e mau humor anormais. Nos casos onde esse comportamento predomina, a mania é chamada de mania disfórica.

Essa agressividade pode ser direcionada tanto a coisas quanto pessoas, inclusive àquelas que são queridas – o que leva a um forte de sentimento de remorso depois do episódio.

Em alguns casos, a agressividade pode se direcionar ao próprio maníaco, casos onde se observa um comportamento autodestrutivo como ferir-se, por exemplo.

 

Autoestima anormalmente elevada

Uma autoestima alta é algo extremamente desejável e até necessário. É importante dizer, contudo, que esse aumento na autoestima é um processo gradual e que geralmente envolve uma mudança de hábitos.

Durante um episódio maníaco, porém, a autoestima pode ficar muito alta muito rápido, ao ponto de que a pessoa ganha uma autoconfiança que pode ser perigosa.

Isso porque o pico de bem-estar pode levar o maníaco a tomar atitudes inconsequentes e perigosas, colocando a si mesmo e outros em risco.

Nos casos onde esse sintoma é o mais pronunciado, a mania é chamada de mania eufórica.

 

Ideias confusas ou conflitantes

É comum que a mania cause um fluxo acelerado de ideias, isso faz com que a pessoa tenha dificuldade em concluir um pensamento ou se concentrar em algo durante muito tempo. Uma evidência facilmente observável disso é o discurso confuso ou incoerente.

 

Envolver-se em várias atividades ao mesmo tempo

Durante um episódio maníaco é comum que a pessoa se encontre cheia de disposição. Para dar vazão a essa energia, muitas delas passam a se atarefar tanto quanto possível.

Isso significa fazer horas extras, assumir novas responsabilidades, fazer várias coisas ao mesmo tempo, entre outros. Esse aumento de produtividade repentino pode ser uma boa indicação de que a pessoa está maníaca.

 

Dificuldade para dormir

Outra consequência do estado de euforia são os problemas no sono. Como a mania deixa a pessoa em um estado de agitação, o sono acaba sendo prejudicado.

Em alguns casos, o sono deixa de revigorar, em outros, a pessoa ainda tem um sono de qualidade, porém dorme menos horas por dia.

 

Remorso ou depressão pós mania

Alguns comportamentos foram observados consistentemente após o fim de um episódio maníaco, os principais deles são remorso e depressão.

Esses sentimentos surgem devido a consciência das palavras e atos durante o episódio.

Como evidenciado nos sintomas anteriores, é bastante comum que o maníaco tenha um comportamento bastante excêntrico e dissonante com sua personalidade.

Por conta disso, ao fim do episódio, a pessoa pode se sentir mal pela maneira que se comportou enquanto maníaca.

Esse sentimento de culpa e depressão pode, evidentemente, afetar o dia a dia e os relacionamentos da pessoa. Esses períodos de sentimentos negativos podem, assim como a mania, durar várias horas ou dias.

 

 

Medicação

Os medicamentos normalmente utilizados durante uma crise maníaca são os antipsicóticos. Em caso de mania, esses medicamentos só podem ser consumidos sob a prescrição de um psiquiatra.

Alguns deles são:

  • Aripiprazol;
  • Lurasidona;
  • Risperidona;
  • Quetiapina;
  • Olanzapina;

 

 

Terapia

O acompanhamento de um terapeuta também pode se provar muito valioso para pessoas com mania.

Com a ajuda desse profissional, será mais fácil compreender que situações servem como gatilhos para um episódio e o porquê. Além disso, o terapeuta pode fornecer ferramentas para lidar com esse transtorno, permitindo que a qualidade de vida não se perca devido a mania.

É bastante comum que os episódios maníacos afetem familiares ou outras pessoas próximas, nesses casos, é sábio considerar a terapia em grupo.

Essa modalidade de atendimento pode ajudar os envolvidos a se entenderem melhor e, principalmente, entender como a realidade do transtorno influencia suas rotinas e comportamentos. Isso é muito útil para gerar um ambiente de compreensão e evitar ressentimentos.

 

 

Bons hábitos podem ajudar contra a mania

Além de medicamentos e terapeutas, uma pessoa que sofre com mania também tem ferramentas próprias que podem ser úteis para evitar ou diminuir a intensidade dos episódios. Essas ferramentas, é claro, são os hábitos que a pessoa cultiva.

Um estilo de vida saudável e equilibrado ajuda a afastar muitos males, a mania é um deles. Alguns desses hábitos incluem:

  • Pratique exercícios físicos regularmente;
  • Tenha uma dieta balanceada, evite déficits e excessos;
  • Mantenha uma rotina de sono regular, procure dormir e acordar sempre no mesmo horário;

Uma dica muito valiosa é sempre ter em mente coisas ou situações que podem provocar um episódio. Além do próprio psicólogo, você também pode fazer uma avaliação das coisas que tendem a lhe deixar num estado de agitação incomum.

Os gatilhos para um episódio de mania vêm em diversas formas: podem ser alimentos, uma situação estressante, um ambiente com determinada iluminação e som, etc.

Para preservar sua qualidade de vida, a dica é que você identifique e evite esses gatilhos, dessa forma diminuindo as chances de que um episódio ocorra.



Por: João Vitor dos Santos

Estudante de Engenharia Mecânica, através da convivência na universidade se conscientizou da importância do bem-estar mental. Para promover e acessibilizar os cuidados com a mente, cofundou a PsyMeet. Convencido da importância da saúde mental para uma vida feliz, está sempre lendo, assistindo e ouvindo sobre o tema. Instagram @dosantosjv

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